sexta-feira, 12 de abril de 2013

A EXPLICAÇÃO DA PARÁBOLA DO SEMEADOR


        A EXPLICAÇÃO DA PARÁBOLA DO SEMEADOR

            MATEUS 13:18-23    (Marcos 4:13-20; Lucas 8:11-15)

 

V.18 – Atendei vós, pois, à parábola do semeador.

V.19 – A todos os que ouvem a palavra do reino, e não a compreendem, vem o

          maligno e arrebata o que lhes foi semeado no coração. Este é o que foi

          semeado à beira do caminho.

V.20 – O que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e a

          recebe logo, com alegria;

V.21 – mas não tem raiz em si mesmo, sendo antes de pouca duração; em lhe

          chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se

          escandaliza.

 

 

V.22 – O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os

          cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e

          fica infrutífera.

V.23 – Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a

          compreende; este frutifica e, produz a cem, a sessenta e a trinta por

          um.

 

Esta parábola tem seu nome dado por Jesus mesmo: “parábola do semeador” (V.18), e, com muita propriedade, porque o semeador é a figura mais importante desta história. Sem ele não existe divulgação da Palavra. Sem a Palavra não pode haver fé e sem fé não há salvação (Romanos 10:17; Efésios 2:8). Mas outro aspecto que se destaca no desenvolvimento da parábola é o perfil dos ouvintes e a sua resposta à pregação. Isto é representado pelos tipos de solo em que cai a semente. Detalhando, a semente é a Palavra de Deus que o semeador semeia (Marcos 4:14; Lucas 8:11) e que cai no coração dos ouvintes (Mateus 13:10; Lucas 4:12). Os que têm o coração endurecido são semelhantes ao solo pisado do caminho e não conseguem entender. Então Satanás vem sem demora, arrebata dali a Palavra semeada, do mesmo modo que as aves comem a semente que não penetra no solo e fica exposta à vista delas. Esta é a estratégia do maligno, para não permitir que a Palavra penetre nos corações e venha produzir fé e salvação (Marcos 4:16; Lucas 8:12).

Há os que recebem a Palavra com alegria, mas este estado dura pouco porque, ao chegar a provação eles se desviam (Lucas8:13). A provação é a angústia e a perseguição por causa da Palavra. Isto os faz tropeçar ou se escandalizarem (Mateus 13:20-21). A duração é pouca porque não chegam a criar raiz (Mateus 13:20-21). Por isso essas pessoas perdem o ânimo, ao invés de perseverar, pois não reúnem em si mesmas condições de sustentar a fé (Lucas 21:19; João 16:33).  Marcos descreve este caso dizendo que a planta foi queimada quando veio o sol e secou-se, porque não tinha raiz para buscar a umidade na terra mais profunda.  Elas são comparadas ao solo rochoso em que a terra é uma fina camada sobre a rocha e, pelo calor do sol, a germinação da semente é rápida, mas a planta dura pouco.

Há também aqueles que ouvem a Palavra, mas estão comprometidos com o mundo. A fascinação da riqueza, os prazeres da vida e outros cuidados materiais não permitem o desenvolvimento completo da pessoa, e nem um comprometimento sério com Cristo, de modo que o seu fruto não chega a amadurecer (Lucas 8:14). Estes são comparados à semente lançada entre os espinhos, que cresce e se desenvolve no meio dos espinheiros. Mas no decorrer dos dias acaba sendo sufocada por eles.

O último tipo de pessoas descrito nessa parábola são aqueles que ouvem a Palavra e a compreendem e a recebem. Esta é a resposta que Deus espera. Elas frutificam e produzem, mais, ou menos, conforme a capacidade de cada um. Estes correspondem à semente lançada em boa terra. Falando em termos de receptividade da Palavra, podemos classificar os corações dos ouvintes, conforme os tipos de solo da parábola, do seguinte modo:

1 – corações endurecidos, como os da beira do caminho;

2 – corações semelhantes aos solos rochosos;

3 – corações semelhantes ao solo em que também crescem espinheiros;

4 – corações semelhantes à boa terra.

Uma proposta aos evangelistas é trabalhar com os três primeiros tipos de pessoas, para transformar os seus corações em solo adequado, que possa receber a Palavra.

Em Marcos 4:13 Jesus adverte os discípulos que esta parábola é chave para a compreensão de todas as outras. Ela descreve a reação dos ouvintes a todo o sistema de ensino por meio deste tipo de linguagem. Ela é também muito fácil de ser entendida.

Desde que esta parábola foi interpretada pelo próprio Mestre, não cabe fazer nenhuma alteração da Sua interpretação. Os comentários servem somente para ilustrar a riqueza do significado da linguagem espiritual usada por Ele. A passagem indicada acima chama à atenção para isto.

A pregação de Jesus naquele momento era o próprio cumprimento encenado desta parábola. Ele era o Pregador.